As vezes nos deparamos com situações onde o silêncio parece ser a melhor resposta ou o melhor caminho para o entendimento. Estou dizendo de nossa tendência de falar demais ou de se ”perder o fio da meada” no meio de uma discussão ou argumentação. Acho que nestas situações devemos centrar nossos pensamentos en nosso íntimo, ceder espaço para o silêncio, numa tentativa de entendimento interno, evitando então aquelas situações de atrito e negatividade, onde de repende nos perguntamos para nós mesmos o que estamos por falar ou argumentar. Em algumas vezes temos a impressão que perdemos a razão, que não temos outra alternativa que não a de IMPOR nossas palavras, que neste momento nem para nós mesmos parecem consistentes ou verdadeiras.
Por vezes entramos em diálogo com pessoas desafetas, desafinadas com nossos entendimentos e por vezes já iniciamos um diálogo áspero, dificil onde pouco importa o que dissermos, temos a impressão que o importante é falar, falar, impor, impor, até como mecanismo de “defesa”. Na verdade são situações de que deveríamos nos conter, ouvir o máximo e dizer o mínimo. Talvez assim não teríamos tantos desentendimentos. É dificil reconhecer quando estas situações estão para acontecer ou mesmo quando estão em curso. Frequentemente só vamos conseguir entender o que se passou após o fato estar consumado. O silêncio deve ser aplicado nestas situações. Parece fácil mas não é! È um exercício diário que devemos praticar e perseguir.
O silêncio é importante também na concentração mental e na prática da meditação. São exemplos que nestas situações ele serve para elevar nossos pensamentos, ou mesmo extraí-los como na meditação. É também um exercício mental que devemos desenvolver, pois pode facilitar noso entendimento de diversas situações que nos parecem impossíveis de transpor. Bem, diria mesmo que a procura do silêncio é um “state of art”, um objetivo consiente e positivo, que nos ajudará a um melhor conhecimento de nossas possibilidades mental e espiritual.
Outro dia alguém me disse o seguinte: ninguém se arrepende do que não diz num momento de discordia. E é verdade.
Eu acho que a gente tem até uma obrigação moral de falar quando algo de injusto pode resultar do silêncio, mas se a unica função de discordar é a de afirmar o que pensamos, a gente deveria reservar as proprias idéias para si. Nem todo mundo concorda em discordar, e nesse caso o melhor é evitar a confrontação.
Eu me digo essas coisas com frequência, mas ainda tem hora que abro minha grande boca!
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